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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Parabéns CML


A Câmara de Lisboa revogou a cedência de um terreno ao Benfica, sem direito a qualquer indemnização, que, desde 1997, aguardava que o clube cumprisse o acordado: construir um complexo de piscinas. Algo que nunca se verificou.
Segundo a documentação municipal, o Benfica alegou que nem tem intenção, nem capacidade financeira para avançar com o investimento naquele espaço, junto à Avenida Lusíada.
Aprovada por unanimidade, esta quinta-feira, em reunião do Executivo, a revogação faz com que o município volte a ter a propriedade do terreno de 5500 metros quadrados, na Rua Professor Reinaldo dos Santos, em Benfica, que serviu de permuta que previu a cedência à Câmara de áreas destinadas a arruamentos.
O vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, alega, no documento entregue ao Executivo, que o projeto das piscinas para aquele terreno - conhecido como "Pera" - constava num "protocolo realizado 08.11.1995" e o espaço "foi transacionado pelo valor de quinhentos e cinquenta mil escudos, prestação única realizada no ato da escritura".
Cumprindo o protocolo, assinado pelo então presidente da Câmara, Jorge Sampaio, e Manuel Damásio, líder dos benfiquistas, Salgado garante que não haverá "lugar a qualquer espécie indemnização inter partes".
A "Pera" chegou a opor a Câmara, já na presidência de Santana Lopes, e o clube, em 2002, porque Manuel Vilarinho tencionava que tal terreno servisse de garantia bancária para a construção do novo estádio da Luz.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Salazar ofereceu estádio

Salazar ofereceu estádio ao Benfica e PSD e PS ofereceram o actual'

SALAZAR OFERECEU EX-ESTÁDIO DA LUZ AO BENFICA'

Logo que, em Março de 1944, o Clube teve conhecimento de que a Câmara Municipal de Lisboa (CML) - proprietária do Campo Grande, onde o Benfica jogava desde 05/10/1941 - estava a estudar uma nova localização para o recinto benfiquista, começou a pensar-se na ideia de construir um novo estádio. Porém, os anos foram passando e as Direcções do Clube, eleitas anualmente, mostravam-se incapazes de obter, da CML, terrenos para a edificação do novo campo.

ALGUNS ASSOCIADOS DESCONTENTES COM A SITUAÇÃO SÃO ELEITOS, A 19/01/1946, PARA A DIRECÇÃO, CONSEGUINDO, A 17/05/1946, UM ENCONTRO NO MINISTÉRIO DAS OBRAS PÚBLICAS, DURANTE O QUAL O MINISTRO ENG.º CANCELA DE ABREU SE MOSTRA INTERESSADO NA RESOLUÇÃO DO PROBLEMA, AFIRMANDO QUE "O BENFICA É DE BENFICA E PARA LÁ TEM DE VOLTAR!".

Procurava-se, por tudo isto, obter terrenos em condições vantajosas: topografia que facilitasse (e não encarecesse) os trabalhos e a um preço acessível, já que o desejo não era arrendar mas sim comprar - o que, para evitar encargos futuros, só viria a ser possível em 21/10/1969. Quanto ao tipo

de construção, o ideal seria um estádio sem luxos, mas funcional, à imagem do Benfica, ou seja, um recinto desportivo com uma capacidade de assistência aceitável para a massa associativa (40 000 lugares - o Clube registava 14 334 sócios em 31/12/1949) e erguido a partir de um projecto que comtemplasse a possibilidade de ampliação futura. DEPOIS DE DELIMITADOS OS TERRENOS EM CARNIDE - ENTRE A ESTRADA DE BENFICA, A RUA DOS SOEIROS E A AZINHAGA DA FONTE (PRÓXIMO DO LOCAL ONDE ESTAVA PROJECTADA A NOVA AVENIDA CIRCULAR DE LISBOA) -, INICIARAM-SE AS EXPROPRIAÇÕES POR PARTE DA CML, A 15/11/1949.

in Estádios do Sport Lisboa e Benfica.

P. S. 1 - Os terrenos foram roubados aos proprietários e entregues pelo regime de Salazar ao Benfica, via Cãmara de Lisboa' Tendo ainda ajudado a financiar parte dos custos com a construção do ex-Estádio da Luz' OS DONOS DOS TERRENOS ROUBADOS NÃO RECEBERAM QUALQUER COMPENSAÇÂO, TENDO A CÃMARA DE LISBOA INVOCADO O "INTERESSE NACIONAL"!

P. S. 2 – Anos mais tarde outros governos viriam a ajudar o Benfica na construção do actual Estádio da Luz, via Câmara de Lisboa através da citada e de empresas municipais, como a EPUL'

enviado por email por leitor devidamente identificado


quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Somague ? Arquive-se !

"Bem, convenhamos que a decisão de nada fazer no caso Somague era mais do que previsível. Para mim este Procurador-Geral da República é um assunto arquivado, desde que tomou posse só foi notícia quando recebeu a visita de cortesia de Paulo Teixeira Pinto, o então presidente do Millennium, um dos bancos envolvidos na Operação Furacão."
in http://jumento.blogspot.com/

Se avaliarmos correctamente este caso, ele tem tudo para ser desinteressante para o Ministério Publico.
a) não envolve o Porto nem o seu presidente
b) envolve a Somague grande financiadora do clube rosa e grande parceira da Obriverca. Somague, que em tempos aceitou o passe de jogadores rosa como garantia de parte da dívida do clube da luz.

Ainda se corria o risco de se voltar a falar no financiamento do estádio da Luz ou na venda de terrenos à EPUL.

O melhor mesmo é arquivar.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

CML (1)

As eleições na Câmara Municipal de Lisboa serão o mote para expormos ao longo das próximas semanas os negócios sujos entre esta autarquia e o clube da freguesia de benfica.

" Sá Fernandes acusa EPUL de pagamento indevido O vereador do Bloco de Esquerda na Câmara Municipal de Lisboa (CML), José Sá Fernandes, acusou esta quinta-feira a Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) de ter pago indevidamente cerca de oito milhões de euros ao Benfica para a construção dos ramais de ligação às infra-estruturas do novo estádio.Numa conferência de imprensa, onde apresentou os dados relativos ao pagamento, o vereador bloquista afirmou tratar-se de uma “situação de gravidade extrema”. Sá Fernandes adiantou que os órgãos autárquicos tinham decidido que a “construção dos ramais de ligação às infra-estruturas de subsolo do novo estádio, bem como a fiscalização e a consultaria” do projecto benfiquista seria assegurado pela autarquia, através da EPUL, e através de uma empresa sua participada, mas o custo nunca seria superior a um milhão de euros.O vereador bloquista questiona porque é que Carmona Rodrigues, na altura vice-presidente do executivo camarário, “decidiu por sua iniciativa que a EPUL viesse a pagar uma verba superior a seis milhões de euros”, que devido ao IVA acabou por ser de 8,1 milhões."

in CM